A Condução Defensiva em 4 provérbios populares

A Condução Defensiva em 4 provérbios populares

Se lhe perguntarmos o que significa a expressão condução defensiva, com toda a certeza, será capaz de enunciar uma resposta de forma rápida. Certo?

Afinal, o conhecimento das regras de trânsito e o bom senso são um dado adquirido por quem partilha o mesmo espaço circulante – a estrada.

A verdade é que, mesmo que grande parte de nós já tenha ouvido falar inúmeras vezes sobre este assunto, 90% dos acidentes que ocorrem são devidos ao condutor. Há algo de muito errado nesta relação, não acha?

Entre tantos outros aspetos que podem contribuir para minimizar o risco ou aumentar a segurança de todos os que usufruem da mobilidade, nas suas mais diversas formas, parece-nos de grande relevância relembrar o que nos diz e em que nos pode ajudar a atitude que apenas depende de cada um de nósconduzir de forma segura e responsável.

 

1. O que arde, cura, e o que aperta, segura – uma questão de atitude

Abrir a porta do carro, sentar confortavelmente, colocar o cinto, colocar os pés nos pedais certos, dar à chave na ignição, verificar ao redor se o caminho está livre para arrancar… De cada vez que se prepara para iniciar uma viagem, pensa nestes passos antes de os efetuar? Provavelmente a resposta é não.

De tão habituados que estamos à repetição destes gestos, tendemos a desviar a nossa atenção para outras preocupações, mesmo enquanto conduzimos.

Tal como nos diz o provérbio, há coisas que nos custam fazer ou sentir, mas que são valiosas pelo resultado que nos trazem.

É o caso da atitude que adotamos quando assumimos a tarefa de condução – o fator mais importante para assegurar que uma viagem será bem-sucedida.

Exige a nossa atenção plena e constante ao que nos rodeia, por isso poderá fazer sentir “ardor”, e a concentração necessária para tomar decisões rápidas em função da situação, o que pode fazer com que nos sintamos “apertados”. O preço a pagar vale a pena quando não só a nossa segurança, mas também a dos outros está em causa.

Devemos estar conscientes de que um condutor é tudo o que a Pessoa por detrás do volante é –  o seu estado de espírito, as suas emoções, o seu carácter, os seu conhecimento e controlo do veículo, as suas experiências acumuladas no domínio das regras e situações de trânsito – e que por isso mesmo pode constituir o maior perigo.

Podemos fazer o mesmo percurso todos os dias, mas será que conseguimos afirmar que todas as viagens são iguais?

 

2. Mais vale perder um minuto na vida do que a vida num minuto – Planear a viagem

 De cada viagem que fez até hoje, quantas foram planeadas?

Antes de as iniciar, verificou se o veículo estava em condições de circulação? Estudou as possibilidades quanto ao itinerário ou potenciais ameaças? Estava em ótimas condições fisiológicas para as realizar?

Detinha todos os meios ou ferramentas necessárias para agir em caso de emergência?

Muitas vezes, é na simplicidade que encontramos a solução para muitas situações – problema. Porém, mesmo cientes disso, a tentação para ignorar o que se encontra à vista parece estar na nossa natureza.

Antes de iniciar a sua próxima viagem, ganhe 1 minuto ao planeá-la.

Afinal, quantas vezes apanhou trânsito, ou encontrou o inesperado, precisamente naquele dia em que estava cheio de pressa?

 

3. No melhor pano cai a nódoa – Prever e Antecipar

 Não há dúvida de que há capacidades que se desenvolvem e fortalecem com a experiência: quanto mais experiente o condutor, maior a sua capacidade para prever o que poderá acontecer em determinado cenário, e antecipar a ação a tomar. No entanto, até o condutor mais exímio está sujeito ao imprevisto.

Porque apenas controlamos o que fazemos, a melhor tática que podemos usar na condução é a utilização da informação que guardamos das nossas experiências rodoviárias para melhor interpretar os estímulos visuais e antecipar o que poderá acontecer.

Se o seguro morreu de velho e um Homem prevenido vale por dois, estaremos com certeza em vantagem ao esperar sempre o inesperado.

 

4. Depressa e bem não há quem – Sinalizar as intenções, contacto visual e distância de segurança

Quando estou a conduzir, como garanto que os outros sabem o que quero fazer?

Como sei que os outros condutores ou peões sabem quais são as minhas intenções?

De que forma posso ser eficaz e garantir tudo isto?

Todos sabemos que existem formas universais de operacionalizar as intenções na estrada, como por exemplo, sinalizar manobras. Contudo, nem sempre basta “dar o pisca” ou “sinais de luzes” para que os outros intervenientes percebam exatamente o que queremos fazer.

Tudo o que fazemos só é eficaz se os outros virem e compreenderem.

Para nos certificarmos de que não damos informação contraditória, existem outros cuidados a ter aparentemente óbvios, mas nem sempre executados.

Além de complementar a sinalização com o contacto visual ou com gestos, acima de tudo, devemos recorrer à medida defensiva mais importante: a distância de segurança.

Mesmo que os outros mecanismos falhem, se mantivermos em relação aos outros veículos o espaço mínimo necessário para imobilizar o nosso em segurança, garantimos maior visibilidade e o tempo de resposta adequado.

Mas nada disto é novidade para nós, pois não? Muito menos que a pressa é inimiga da perfeição, não é verdade?

 

 

Sempre que a vida o apressar ou distrair, se não se lembrar das regras de condução defensiva, lembre-se destes 4 provérbios.

Temos a certeza de que lhe poderão ser muito úteis. Afinal, é nas coisas mais simples e inesperadas, tal como o conhecimento popular, que encontramos a resposta para muitas situações complexas.